da assessoria de imprensa
Muito além da libido, o desequilíbrio hormonal pode impactar no foco, energia e ganho de peso; especialista alerta para erros comuns na reposição
A percepção de cansaço constante, dificuldade de concentração, ganho de gordura corporal e perda de disposição tem levado cada vez mais homens aos consultórios médicos. Embora esses sinais sejam frequentemente associados ao envelhecimento, eles também podem estar relacionados à queda dos níveis de testosterona — condição que vai muito além da libido.
De acordo com o médico urologista paranaense, especialista em tratamento uro-oncológico e cirurgia robótica de alta precisão, dr. Alberto Tomé, a testosterona exerce um papel central em diversas funções do organismo masculino, incluindo metabolismo, cognição e equilíbrio emocional.
“Existe uma associação muito limitada entre testosterona e libido. Na prática, ela impacta energia, foco, capacidade de raciocínio, composição corporal e até o humor. Quando há desequilíbrio, o impacto é sistêmico”, afirma.
Nos últimos anos, a reposição hormonal ganhou visibilidade, impulsionada por uma maior busca por qualidade de vida e longevidade. No entanto, esse movimento também trouxe preocupações entre especialistas, especialmente em relação ao uso inadequado da terapia.
“O que temos observado é um aumento significativo de pacientes que chegam ao consultório após terem iniciado reposição sem uma avaliação completa. Muitas vezes, baseados apenas em um exame isolado ou em informações superficiais”, explica o médico.
Segundo ele, a abordagem simplificada pode comprometer tanto os resultados quanto a segurança do paciente.
“A reposição de testosterona não é simplesmente uma aplicação. Existe um contexto clínico que precisa ser investigado: sintomas, histórico, exames complementares e estilo de vida. Sem isso, o tratamento perde precisão.”
Outro ponto de atenção destacado pelo especialista é a interpretação dos exames laboratoriais. Embora importantes, eles não devem ser analisados de forma isolada.
A avaliação adequada, segundo ele, envolve uma análise integrada dos sintomas e das condições individuais de cada paciente.
Quando indicada corretamente, a reposição hormonal pode trazer benefícios relevantes, como melhora da disposição, do desempenho cognitivo e da composição corporal.
Estudos internacionais apontam que níveis adequados de testosterona estão associados a melhor qualidade de vida, maior massa muscular e redução de fatores de risco metabólicos. No entanto, sociedades médicas recomendam cautela e reforçam a necessidade de indicação precisa e acompanhamento contínuo.
“A reposição hormonal, quando bem indicada, é uma ferramenta importante da medicina. Mas ela precisa ser conduzida com critério, acompanhamento e responsabilidade. O objetivo não é apenas normalizar um exame, mas devolver qualidade de vida ao paciente”, ressalta.
Dr. Alberto Tomé realiza atendimentos em Umuarama (PR), Cianorte (PR) e Hospital Israelita Albert Einstein (São Paulo). Instagram: @dralbertotome
Andrea Duarte
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